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Operação da PF apura desvios em contratos e prende cúpula do TCE-MT

Operação da PF apura desvios em contratos e prende cúpula do TCE-MT

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Tomada de Contas, que levou à prisão preventiva do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, e de outros cinco investigados. A apuração teve origem em uma denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) e investiga possíveis irregularidades em contratos do tribunal.

Com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também foram presos a secretária-executiva Roseli Loss, o consultor jurídico-chefe Grhegory Paiva Pires Moreira Maia e os advogados e servidores Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes e Gustavo Fernandes da Silva. A investigação suspeita de favorecimento a empresas terceirizadas e de retorno de parte dos valores pagos a integrantes de um grupo ligado à cúpula do TCE-MT.

Investigação começou com denúncia sobre contratos do tribunal

A denúncia recebida pelo MPF apontava possíveis irregularidades em contratos do TCE-MT. A partir dela, a investigação passou a apurar se empresas terceirizadas continuaram recebendo recursos públicos mesmo depois da suspensão dos contratos.

A principal suspeita é de que parte dos valores pagos tenha retornado a integrantes de um grupo ligado à cúpula do tribunal. As suspeitas ainda estão em investigação e não representam, por si só, comprovação de culpa dos investigados.

Seis pessoas foram presas preventivamente por ordem do STJ

As prisões preventivas foram autorizadas pelo STJ e alcançaram seis pessoas. Além do presidente do TCE-MT, a medida atingiu a secretária-executiva, o consultor jurídico-chefe e três advogados e servidores ligados ao tribunal ou à investigação.

A decisão judicial também descreveu mudanças na movimentação financeira após a presença de agentes da Polícia Federal no tribunal, em 14 de outubro de 2025. Segundo o documento, grandes saques em dinheiro teriam sido interrompidos temporariamente, enquanto os saldos das contas se acumularam e houve aplicações financeiras.

Decisão aponta retomada de saques em maio de 2026

De acordo com a decisão, os saques voltaram a ocorrer em maio de 2026, depois do período de interrupção temporária. Para o magistrado, essa sequência de movimentações pode indicar uma adaptação do suposto esquema para evitar a fiscalização.

Dados bancários apontam transferências de R$ 736 milhões

A análise bancária identificou R$ 736 milhões transferidos pelo Tesouro Estadual ao TCE-MT por meio de 52 ordens bancárias. Os investigadores também encontraram pagamentos a 292 pessoas e suspeitam que valores destinados a conselheiros e servidores tenham sido encaminhados por canais usados para quitar fornecedores, em vez de serem incluídos na folha salarial.

Entre as movimentações analisadas estão cerca de R$ 15,9 milhões recebidos por Gustavo Fernandes da Silva, aproximadamente R$ 15,4 milhões em créditos atribuídos a Sérgio Ricardo e R$ 10,6 milhões movimentados por Guilherme Antônio Maluf no período investigado.

A fonte ressalva que os valores e as movimentações financeiras citados na apuração não comprovam, por si só, a culpa dos investigados. As suspeitas seguem sob investigação.

Fonte: EN Política.

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