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PF cumpre prisões e buscas em investigação sobre o TCE-MT

PF cumpre prisões e buscas em investigação sobre o TCE-MT

Mais de 180 agentes da Polícia Federal participam, nesta quarta-feira, da Operação Tomada de Contas, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos realizados a servidores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).

Autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de determinar afastamentos de sigilos e o sequestro de bens.

Investigação alcança contratos e pagamentos no tribunal

A Operação Tomada de Contas foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça e mobiliza mais de 180 agentes da Polícia Federal. As diligências ocorrem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão.

Também foram determinadas medidas para o afastamento de sigilos e o sequestro de bens. A investigação apura possíveis irregularidades relacionadas a contratos administrativos e a pagamentos feitos a servidores do TCE-MT.

Gabinetes de conselheiros aparecem entre os locais alvo

Gabinetes de conselheiros do TCE estão entre os locais apontados como alvos das buscas. Um dos mandados também é cumprido em um prédio de alto padrão situado nas proximidades de um shopping na Avenida do CPA, em Cuiabá.

Segundo as informações apuradas, o presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo, e o conselheiro José Carlos Novelli estão entre os alvos da operação.

Apuração examina pressão sobre fornecedores e movimentações financeiras

A investigação busca esclarecer se contratos administrativos teriam sido suspensos como forma de pressionar fornecedores e se houve tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos. Os investigadores também analisam possíveis divergências em pagamentos destinados a empresas.

Outro foco são movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos e uma sequência de saques em dinheiro vivo. A apuração verifica possíveis vínculos entre créditos realizados em contas bancárias e retiradas feitas nas dependências da própria instituição.

Os fatos investigados podem, em tese, estar relacionados a crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Fonte: EN Segurança.

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