A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Reescrita para investigar três advogados suspeitos de falsificar e apresentar uma decisão judicial que poderia permitir a transferência de Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, conhecido como Miro Louco, de uma penitenciária federal para Cuiabá.
Apontado pelas forças de segurança como vice-presidente do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, Miro Louco está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. A decisão apresentada à Justiça teria sido atribuída a um magistrado, mas servidores encontraram inconsistências ao verificar sua autenticidade.
Documento apresentado à Justiça levantou suspeitas
Segundo a investigação, a defesa de Miro Louco solicitou, em junho de 2025, a transferência dele da Penitenciária Federal de Catanduvas para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Em dezembro daquele ano, advogados teriam apresentado à Justiça um documento que aparentava autorizar a mudança.
A fraude foi percebida durante a conferência do documento por servidores. Eles constataram que a decisão não havia sido emitida pelo magistrado indicado e que o código de validação correspondia a outro processo. A apuração também identificou indícios de que o arquivo teria sido editado fora do sistema oficial do Judiciário.
Três advogados são investigados na Operação Reescrita
A Operação Reescrita pretende esclarecer como o documento foi produzido, quem participou de sua elaboração e qual teria sido a atuação de cada um dos investigados. Os três advogados são suspeitos de envolvimento em possíveis crimes relacionados à falsificação e ao uso de documento falso, além de participação em organização criminosa.
As suspeitas contra os profissionais ainda deverão ser apuradas pelas autoridades. As investigações continuam.
Miro Louco tem 17 condenações que somam 93 anos
Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus acumula 17 condenações que, conforme as informações divulgadas no caso, somam 93 anos de prisão. Entre os crimes está o assassinato de Alexandre Emanuel de Jesus, conhecido como Pato, morto aos 19 anos, em outubro de 2015.
As forças de segurança apontam Miro Louco como vice-presidente do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso. A possível transferência para Cuiabá é o centro da fraude judicial investigada pela Polícia Civil.
Fonte: EN Segurança.
















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