O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) criticou relatos de trabalhadores ameaçados ou demitidos por causa do voto nas eleições presidenciais. Para o parlamentar, a pressão sobre funcionários pela escolha política é antidemocrática e viola a liberdade individual.
Ao comentar denúncias de empresas que teriam adotado medidas contra empregados que votaram no PT, Júlio destacou que o sigilo eleitoral existe para impedir constrangimentos e interferências na decisão dos cidadãos.
Deputado defende liberdade de escolha no voto
Júlio Campos afirmou que trabalhadores não devem sofrer ameaças ou perder o emprego em razão da preferência eleitoral. Na avaliação do deputado, a escolha política pertence ao cidadão e não pode ser submetida à pressão de empregadores.
Ao explicar a importância do sigilo eleitoral, o parlamentar disse que a votação secreta protege os eleitores de constrangimentos e de tentativas de interferência. “Democracia. Por isso que o voto é secreto. Se o voto fosse para ser pressionado, não seria secreto”, afirmou.
Relatos incluem mensagens em grupos de WhatsApp
O deputado também mencionou mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp com ameaças relacionadas à preferência política de funcionários. Entre os casos citados, estaria uma situação em Lucas do Rio Verde.
Júlio afirmou esperar que práticas desse tipo não estejam ocorrendo em Mato Grosso e voltou a classificar a pressão como incompatível com a democracia. “Isso é antidemocrático e não concordo totalmente com essa atitude. O cidadão tem que ter liberdade para votar”, declarou.
Divergência política não deve motivar perseguição profissional
Embora tenha demonstrado frustração com o resultado das eleições, Júlio disse que não pretende condenar eleitores que optaram por candidatos diferentes daqueles que apoiava. Segundo o deputado, a discordância política não pode ser convertida em perseguição no ambiente de trabalho.
Os relatos de pressão ganharam repercussão após a votação. De acordo com o material, demissões motivadas pela preferência eleitoral podem gerar questionamentos judiciais conforme as circunstâncias e as provas, especialmente em situações que envolvam discriminação, ameaças ou constrangimento.
Fonte: EN Política.















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