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Abílio Brunini apoia ida de Flávio Bolsonaro aos EUA após derrota eleitoral

Abílio Brunini apoia ida de Flávio Bolsonaro aos EUA após derrota eleitoral

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que também deixaria o Brasil se estivesse no lugar do senador Flávio Bolsonaro (PL), após a derrota no segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu durante a repercussão da notícia de que o parlamentar teria viajado para os Estados Unidos.

A saída de Flávio foi confirmada à agência Reuters por um aliado próximo do senador e por uma fonte do governo norte-americano. A viagem aconteceu em meio ao impasse sobre a entrega dos passaportes do parlamentar à Polícia Federal (PF), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Prefeito diz que Flávio sofreria perseguição política no Brasil

Abílio Brunini declarou que, na posição de Flávio Bolsonaro, deixaria o país. Segundo o prefeito, o senador enfrentaria perseguição política e poderia ter a família prejudicada caso permanecesse no Brasil.

A manifestação foi feita nesta terça-feira (27), depois da divulgação de informações sobre a viagem de Flávio aos Estados Unidos. O apoio de Abílio ocorreu após a derrota no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25).

Viagem ocorreu após impasse sobre os passaportes

A ida de Flávio aos Estados Unidos foi confirmada à Reuters por um aliado próximo do senador e por uma fonte do governo norte-americano. As informações divulgadas na terça-feira indicaram que ele teria seguido para o país depois de perder a eleição presidencial.

O deslocamento ocorreu enquanto havia um impasse sobre a entrega dos passaportes à Polícia Federal. Flávio tinha sido intimado, por determinação de Alexandre de Moraes, a apresentar os documentos dentro do prazo estabelecido, mas não cumpriu a ordem. Em seguida, a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do parlamentar.

Senador havia negado intenção de deixar o Brasil

Na segunda-feira (26), Flávio havia dito que não pretendia deixar o Brasil e que permaneceria no país para organizar a oposição ao governo Lula. A notícia de sua viagem aos Estados Unidos alterou esse cenário e provocou repercussão política.

O empresário mexicano Simón Levy afirmou nesta terça-feira (27) que o senador chegou em segurança aos Estados Unidos. Em uma publicação no X, por volta das 15h20, Levy disse que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, estaria por trás da operação que permitiu a saída do parlamentar do Brasil.

Saída é comparada à viagem de Jair Bolsonaro em 2022

A viagem de Flávio foi associada à ida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, aos Estados Unidos em dezembro de 2022. Jair Bolsonaro deixou o Brasil antes da posse de Lula, depois de perder a eleição presidencial para o petista.

Fonte: EN Política.

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