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Denúncia relata revista e recolhimento de celular antes de reunião política em Várzea Grande

Denúncia relata revista e recolhimento de celular antes de reunião política em Várzea Grande

Uma denúncia analisada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) relata que um participante de uma reunião política em um apartamento atribuído ao vereador Kleberton Feitoza, de Várzea Grande, teria sido revistado e obrigado a entregar o celular antes de entrar no imóvel. A medida teria sido adotada para impedir gravações do encontro.

O episódio foi incluído no inquérito que deu origem à Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20) para investigar suspeitas de corrupção, extorsão e compra de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Denúncia descreve controle de acesso ao encontro

De acordo com o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou que foi abordado por um segurança ao chegar ao imóvel. Antes de participar da conversa, teria passado por uma revista pessoal e entregado o telefone celular.

Segundo o relato, a justificativa apresentada era que não seria permitido registrar o conteúdo da reunião. A medida teria como objetivo evitar que as conversas fossem gravadas.

Relato cita articulação para eleição da Câmara

Durante o encontro, Kleberton teria apresentado informações sobre uma articulação política para garantir a eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara de Várzea Grande. O relato também menciona uma suposta participação do então vice-prefeito eleito Tião da Zaeli no financiamento da disputa pelo comando do Legislativo.

As declarações foram incorporadas ao inquérito como elementos a serem investigados. A fonte não apresenta, neste momento, confirmação independente sobre o conteúdo da conversa ou sobre a participação atribuída aos citados.

Empresas aparecem em relato, mas documento não comprova financiamento

O denunciante afirmou ainda que a reunião teria mencionado interesses de empresas que poderiam ser beneficiadas caso Wanderley permanecesse no comando da Câmara. Entre os nomes citados estão a WR Cerqueira Construtora, a União Transporte e Turismo e a Construtora Nhambiquaras.

O documento, porém, não comprova que essas empresas tenham financiado a eleição da Mesa Diretora ou recebido vantagens indevidas em consequência da articulação política. As informações permanecem sob investigação.

Operação investiga suspeitas na disputa pela Mesa Diretora

A reunião passou a integrar um conjunto mais amplo de suspeitas relacionadas à disputa pela Mesa Diretora de Várzea Grande para o biênio 2027/2028. A Operação Cathedra Venalis apura relatos de ofertas de dinheiro a vereadores, pagamentos mensais para assegurar apoio político e possíveis ameaças contra parlamentares que se opusessem aos interesses do grupo.

Wanderley Cerqueira, então presidente da Câmara, é apontado como figura central das articulações investigadas. As diligências também alcançaram os vereadores de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos.

A existência do procedimento de segurança, o conteúdo da reunião e as acusações sobre financiamento político ainda dependem de confirmação por outros elementos de prova. A investigação busca esclarecer quem participou do encontro, quais interesses foram discutidos e se houve negociação ilícita relacionada à eleição da Câmara Municipal.

Fonte: EN Segurança.

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