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Com elenco reformulado, Barros admite falta de padrão e pede tempo para evolução do Cuiabá

Treinador destaca reformulação no elenco e salto técnico entre o Campeonato Mato-grossense e a Série B

O técnico Eduardo Barros avaliou de forma detalhada o empate do Cuiabá diante do Sport Recife, no último sábado (21), na Arena Pantanal, pela estreia na Série B do Campeonato Brasileiro. O treinador destacou o contexto de preparação, analisou o desempenho da equipe e comentou decisões táticas e individuais.

Após a eliminação no Estadual para o Sport Sinop, o Cuiabá passou por uma reformulação significativa, com a chegada de nove jogadores ao elenco principal. Diante desse cenário, o treinador destacou que será necessário tempo para encaixar as novas peças e consolidar um padrão de jogo competitivo ao longo da Série B, competição que também apresenta um nível técnico mais elevado em relação ao torneio estadual.

“Nós tivemos esse tempo, um tempo que inexistiu no início do estadual. É o mínimo justo e adequado para se preparar uma equipe para uma competição do calibre da Série B, sobretudo com uma mudança importante de elenco”, afirmou.

Sobre os primeiros minutos de jogo, quando o Sport teve maior controle, o treinador discordou de avaliações mais críticas. “Houve uma superioridade deles, mas a ponto de dizer que fomos engolidos, eu discordo absolutamente. Se fosse isso, eles teriam criado muitas chances claras. O jogo teve alternância de controle”, explicou. Ele também apontou que a equipe adversária surpreendeu com mudanças táticas, especialmente com a utilização de Zé Gabriel em uma função diferente da esperada.

Barros ainda destacou que o momento do Cuiabá é de construção, com jogadores recém-chegados e atletas retornando de lesão. “Estamos com pouco tempo de preparação, elenco curto e muitos jovens. Alguns jogadores acabaram pagando o preço disso com lesões”, disse.

O treinador também comentou a versatilidade do volante Calebe, comparando suas características às de Joshua Kimmich. “Ele pode atuar como líbero, zagueiro, lateral, volante ou médio. Não jogou de ponta, ele marcou por aquele setor. Existe uma diferença importante nisso”, explicou.

Outro ponto abordado foi a arbitragem. Barros citou lances que, na sua visão, poderiam ter mudado o rumo da partida. “Tivemos situações discutíveis, como um possível pênalti, um impedimento mal marcado e uma bola na mão. Talvez com melhores decisões, poderíamos ter jogado com superioridade por mais tempo”, avaliou.

Apesar de não sair completamente satisfeito, o treinador viu aspectos positivos, como a atuação da equipe e a estreia do jovem Lorenzo. “Não me deixa satisfeito, mas me deixa contente. O Lorenzo, com 18 anos, fez uma boa estreia, marcou bem e soube atacar”, destacou.

Por fim, Barros explicou a escolha pelo jovem no time titular, citando a lesão de Cauã Christian e a necessidade de adaptação tática. “O Lorenzo estava mais preparado para executar essa variação de funções. Ele correspondeu bem e é mais um valor importante do clube”, concluiu.

O Dourado volta a campo em uma terça-feira, dia 31 de março, onde visita o Fortaleza no Castelão, às 18h (de MT).

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