Um detento e um policial penal foram presos nesta quinta-feira (22.10), em Tangará da Serra, após servidores da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) identificarem a entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município.
O policial penal é suspeito de facilitar o acesso dos itens à unidade. Depois da audiência de custódia, a prisão dele foi convertida em preventiva pela Justiça, enquanto o detento foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas e ingresso de celular em estabelecimento prisional sem autorização legal.
Movimentação durante videoaudiência levantou suspeita
A irregularidade foi percebida às 11h50, durante o atendimento por videoaudiência. O policial penal havia solicitado que a equipe de carceragem levasse um custodiado à sala de vídeo e, pouco tempo depois, comunicou o encerramento do atendimento, pedindo que o detento fosse levado de volta à cela.
A movimentação chamou a atenção dos servidores de plantão. Eles consultaram a lista oficial de agendamentos do cartório penal e verificaram que os atendimentos do período da tarde começariam somente às 13h30, sem previsão de oitiva para aquele custodiado no horário informado.
Revista encontra drogas, celulares e outros materiais proibidos
Após a checagem dos registros, os agentes fizeram uma revista pessoal minuciosa no detento. Foram encontrados entorpecentes, aparelhos celulares, bateria, gesso, cola e outros materiais proibidos dentro da unidade prisional.
O custodiado foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas e por ingresso de celular em estabelecimento prisional sem autorização legal. O policial penal foi detido sob suspeita de ter facilitado a entrada dos itens no CDP.
Policial penal fica preso preventivamente e é afastado
Após a audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão do policial penal em preventiva. Com a decisão, ele foi automaticamente afastado das funções.
Além de responder ao processo criminal, o servidor será submetido a Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado pela Corregedoria-Geral para apurar a conduta na esfera administrativa. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Fonte: EN Segurança.














Leave a Reply