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ALMT barra proposta de acesso facilitado a armas para mulheres sob proteção

ALMT barra proposta de acesso facilitado a armas para mulheres sob proteção

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso rejeitou, nesta quarta-feira (21), um projeto de lei que pretendia facilitar o acesso a armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas. Apresentada pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) em 2022, a proposta foi considerada incompatível com as regras constitucionais.

O texto recebeu parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que apontou invasão de competências federais na regulamentação do registro, da posse e do porte de armas de fogo.

Projeto previa comprovação de necessidade por medida protetiva

A proposta estabelecia que a existência de uma medida protetiva seria suficiente para comprovar a necessidade de aquisição ou porte de arma de fogo. A iniciativa também previa prioridade na análise dos pedidos relacionados ao armamento.

O projeto incluía restrições ao uso ostensivo das armas em locais públicos e ao uso do armamento sob efeito de álcool e drogas.

Parecer apontou competência da União e da Polícia Federal

O relator, deputado Dr. Eugênio (Republicanos), afirmou no parecer que a Constituição Federal atribui à União a competência para legislar sobre registro, posse e porte de armas de fogo. Com esse entendimento, a CCJR considerou que havia impedimentos legais para a proposta.

O documento também apontou que a Assembleia Legislativa não poderia determinar prioridade na tramitação dos pedidos, já que essa análise é atribuição da Polícia Federal.

Proposta foi rejeitada por invadir competências federais

Diante do entendimento de que o projeto invadia competências federais, os parlamentares rejeitaram a proposta. A votação encerrou a tramitação da iniciativa apresentada em 2022 por Gilberto Cattani (PL).

Fonte: EN Segurança.

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