
O Rio Grande do Sul deu um passo importante para reduzir sua dependência de fertilizantes importados com o início da produção do Pampafos, primeiro fertilizante fosfatado fabricado em território gaúcho. A operação é conduzida pela Águia Fertilizantes e marca uma nova fase para o agronegócio estadual.
A produção começou em uma unidade industrial localizada em Caçapava do Sul, enquanto a matéria-prima é extraída na região de Lavras do Sul, onde está situado o Projeto Fosfato Três Estradas. O empreendimento surgiu após a descoberta da primeira jazida de rocha fosfática do estado, resultado de pesquisas iniciadas em 2011. Os estudos identificaram reservas superiores a 100 milhões de toneladas de minério.
O início das atividades foi possível após a concessão da Licença de Operação pelo Governo do Rio Grande do Sul, documento entregue em maio deste ano. A autorização permite o funcionamento da unidade industrial e o avanço do projeto mineral, considerado estratégico para o desenvolvimento econômico regional e para o abastecimento de insumos agrícolas.
Nesta primeira etapa, a capacidade produtiva poderá chegar a 150 mil toneladas anuais. A expectativa da empresa é produzir aproximadamente 70 mil toneladas ainda em 2026. Já para os próximos anos, está prevista a construção de um novo complexo industrial em Lavras do Sul, o que poderá elevar a produção para até 300 mil toneladas por ano.
Segundo estimativas da empresa, o volume futuro poderá atender uma parcela significativa da demanda gaúcha por fertilizantes fosfatados, contribuindo para diminuir a dependência de fornecedores externos e aumentar a competitividade do setor agrícola.
Desde o início das pesquisas, os investimentos realizados no projeto já ultrapassam R$ 230 milhões. Os recursos foram destinados a estudos geológicos, licenciamento ambiental, infraestrutura de mineração e adequações industriais. Além do impacto na produção agrícola, o empreendimento também deve impulsionar a geração de empregos e o desenvolvimento econômico da região da Campanha Gaúcha.
Especialistas apontam que a produção local de fertilizantes ganha relevância em um cenário global marcado por oscilações no mercado internacional de insumos. A iniciativa pode representar mais segurança para produtores rurais e fortalecer a autonomia do agronegócio brasileiro no fornecimento de nutrientes essenciais para culturas como soja, milho, arroz e trigo.















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